Bandeira Tarifária
Sistema da ANEEL que sinaliza o custo real de geração de energia com acréscimos na tarifa: verde (sem acréscimo), amarela, vermelha 1 e vermelha 2.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2015 para repassar aos consumidores o custo real de geração de energia elétrica. Quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, é necessário acionar usinas termelétricas — mais caras — e esse custo extra aparece como acréscimo na conta de luz.
As 4 bandeiras e seus acréscimos (2025)
| Bandeira | Acréscimo por kWh | Situação |
|---|---|---|
| Verde | R$ 0,00 | Reservatórios em nível favorável |
| Amarela | R$ 0,01885 | Condições menos favoráveis |
| Vermelha 1 | R$ 0,04463 | Reservatórios em nível crítico |
| Vermelha 2 | R$ 0,07877 | Condições muito críticas |
Como o acréscimo é calculado?
O valor da bandeira é multiplicado pelo consumo total do mês:
Exemplo: 300 kWh com bandeira vermelha 2:
- 300 × R$ 0,07877 = R$ 23,63 a mais na conta
Esse acréscimo entra na base de cálculo do ICMS e outros tributos, então o impacto real é ainda um pouco maior.
Quando a bandeira muda?
A ANEEL revisa a bandeira mensalmente, geralmente na primeira semana do mês. A mudança entra em vigor no 1° dia do mês seguinte à divulgação. O valor vigente aparece em destaque na sua conta de luz.
Por que existe bandeira vermelha no verão?
O Brasil depende das hidrelétricas para cerca de 65% da geração elétrica. No verão (outubro a março), o calor aumenta o uso de ar-condicionado — justamente quando os reservatórios ainda estão baixos pela estiagem do inverno anterior. Esse cruzamento de menor geração hídrica com maior demanda é a causa mais comum das bandeiras vermelhas.